O sacrifício começou nas bilheterias. As enormes filas em busca de ingressos para o jogo do Flamengo contra o Grêmio - para os rubro-negros, a decisão do Campeonato Brasileiro - foram apenas os primeiros obstáculos dos torcedores na odisseia pelo hexacampeonato. E o dia histórico também foi cheio de dificuldades. Até conseguirem entrar no estádio, foi necessário muita paciência no trânsito e nas longas filas das roletas do Maracanã.
Um misto de ansiedade, esperança e perturbação com fantasmas do passado. Seria outro desastre no Maracanã? Um para entrar para a lista que já tem Santo André, pela Copa do Brasil, e América do México, pela Taça Libertadores? O gol de Ronaldo Angelim, aos 24 minutos, foi o grito para aliviar a tensão e fazer a taça ficar ali, bem perto.
O tempo, que até então teimava em correr, deve ter se alongado no imaginário dos flamenguistas. Até o apito final, muita tensão e demonstrações de amor ao clube. No fim, a missão foi cumprida: 2 a 1 sobre o Tricolor gaúcho. Era hora de começar verdadeiramente a festa. A festa de comemoração do hexa.




